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Expedição do Rio Itapemirim: áreas de preservação encantam no terceiro dia

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Foto: reprodução TV Gazeta Sul
Produtor se orgulha em poder beber água pura direto do rio, no Caparaó

“A água aqui e uma riqueza. A gente pode chegar aqui no rio e tomar, sem medo algum”. É assim que o agricultor Nelson Lopes, morador da região de Pedra Roxa, no município de Dores do Rio Preto, no entorno do Parque Nacional do Caparaó, descreve o privilegio que tem onde vive. E ele não tem mesmo receio algum em beber a água clara que corre em meio às pedras. O local foi a primeira parada da equipe no terceiro dia de Expedição Científica do Rio Itapemirim.

 A equipe acessou o parque com uma autorização especial, por um local fechado à visitação. Onde a natureza é intocada e mostra todo o seu potencial. A beleza da água cristalina encantou os participantes. Uma das nascentes do Rio Itapemirim fica dentro do Parque Nacional do Caparaó, localizado na divisa dos estados do Espírito Santo e Minas Gerais. É uma área de preservação ambiental. Essa nascente fica a 2 mil e 800 metros de altitude, aos pés do Pico da Bandeira, terceiro ponto mais alto do país.

“Dentro do parque, uma unidade de conservação, a gente entrega para a sociedade uma joia: o rio com essa cor e qualidade de água, que faz parte de bacias importantes. O parque contribui bastante para o abastecimento dessa região”, afirmou Cristhophe Balmant, então chefe do Parque Nacional do Caparaó.

Ar Puro

Foto: reprodução TV Gazeta Sul
A presença de líquens é um bioindicador da pureza do ar dentro do Parque Nacional do Caparaó

Além da água, o ar nas dependências da unidade de conservação é extremamente puro. E isso é comprovado pela própria natureza, através da presença de bioindicadores, como os líquens, que ficam no tronco de árvores. “O líquen, que é uma associação entre algas e fungos, quando ele tem essa coloração avermelhada ele é um bioindicador que o ar é muito, muito puro. Ele é muito sensível a qualquer partícula que tenha no ar, por isso não existe onde o ar é ruim”, explicou o biólogo Helimar Rabelo.

Nos últimos anos a área do parque aumentou 10 mil hectares, chegando atualmente aos 31.800 hectares. A mata passou a cobrir regiões onde antes ficavam plantações e pastagens. “Aqui a gente tem um fragmento maior que está se recuperando há 20 anos. Isso dá condições da fauna se estabelecer, e dá condições para chegada de espécies de um porte maior”, disse a bióloga e professora do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), Karla Pedra.

Parque Estadual da Cachoeira da Fumaça

Foto: reprodução TV Gazeta Sul
Área do Parque da Cachoeira da Fumaça cresceu de 24 para 162 hectares

Um outro parque também foi visitado pela equipe de expedicionários no terceiro dia, o Parque Estadual da Cachoeira da Fumaça, que fica no município de Alegre. A cachoeira tem 144 metros de queda d’água, com beleza e força impressionantes. Esse é um dos parques estaduais mais visitados do Espírito Santo e recebe milhares de turistas todos os anos.

 Da época da primeira expedição até os dias de hoje, a  área deste parque também cresceu consideravelmente: de apenas 24, para 162 hectares. “Inicialmente era um grande gramado onde as pessoas acampavam, depois cresceu uma mata de jamelão, que é uma espécie exótica. Mas a partir da ampliação do parque, começou a transformação, com a retirada de especies exóticas para restauração ecológica, implantando espécies nativas nesse local, onde você vê uma mata formada e dentro dela a maior parte das espécies já são nativas”, disse o gestor do parque, Leoni Soares.
*Com informações da TV Gazeta Sul
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