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Seminário mostra diagnóstico e propõe recuperação do Itapemirim 

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Representantes do governo, entidades ligadas à preservação ambiental e da sociedade se reuniram para conhecer o diagnóstico da atual situação do Rio Itapemirim na tarde desta quinta-feira (11 de julho), em Cachoeiro de Itapemirim. O material é resultado de pesquisas, levantamentos técnicos, e da Expedição ao Rio Itapemirim, promovida pela Rede Gazeta. Durante uma semana, a equipe percorreu cerca de 700 quilômetros para mostrar como se encontra o rio, responsável pelo abastecimento de milhares de moradores do Sul do Espírito Santo.

O seminário “Rio Itapemirim: Cenários, Desafios e Oportunidades para a Revitalização de sua Bacia e Desenvolvimento Sustentável do seu Território” foi aberto pelo diretor da Rede Gazeta, Carlos Fernando Lindemberg Neto, que lembrou da primeira expedição, feita há 15 anos, quando foram encontrados problemas semelhantes aos detectados agora, em 2019. “Cenas de desperdício, poluição e degradação se repetiram. O recado dessa vez está ainda mais forte. Não basta que ações de preservação sejam planejadas, elas precisam e devem ser executadas e de forma conjunta”, afirmou.

O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, esteve presente do evento. Ele destacou que a única forma de produzir água é com florestas e reafirmou o apoio do Estado para iniciativas de reflorestamento. “Nós temos que fazer um caminho diferente do que foi feito até agora, que foi um caminho de destruição dos recursos naturais, da floresta, lançamento de esgoto nos rios, uso inadequado de solo. É muito importante quando a gente vê um movimento da sociedade para que a gente possa fazer esse caminho inverso”, disse.

O Acordo de Cooperação para revitalização do Rio Itapemirim foi firmado entre o Governo do Estado, através do secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Fabrício Machado, e do secretário de Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Paulo Foletto, com os institutos Pacto pelas Águas Capixabas e Espinhaço, entre outras entidades. O objetivo desse acordo é recuperar cinco mil hectares de mata na região que a Bacia Hidrográfica do Rio Itapemirim. O trabalho será feito em parceria com produtores rurais da região, com fornecimento de mudas, informações e tecnologia. Após a elaboração do projeto executivo, começa a fase de captação de recursos e definição das áreas onde o trabalho será realizado.

“O acordo vai ao encontro da missão do Instituto Pacto pelas Águas, que é unir todos os atores – sociedade civil organizada, governos e produtores rurais – em prol da  melhoria da quantidade e qualidade das águas do Espírito Santo. Para tanto, a revitalização das bacias hidrográficas é fator primordial”, destacou a presidente do Instituto Pacto Pelas Águas, Maria Helena Vargas.

Ciclo de palestras

O diretor da Agencia Estadual de Recursos Hídricos (Agerh), Fábio Anerth, abriu o ciclo de palestras apresentando dados sobre cobertura florestal, construção de barragens, qualidade da água, entre outras informações relevantes sobre o Rio Itapemirim. Também tiveram a palavra o presidente do Institudo de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf), Mário Louzada, e o professor da Universidade Federal do Espírito Santo Sidney Zanetti, que destacou a importância de recuperar áreas de pastagem que foram degradadas pelo manejo inadequado do solo.

Aureliano Costa, superintendente do Ministério do Meio Ambiente, dirigiu a segunda etapa do ciclo de palestras. O Plano Nacional de Revitalização de Bacias Hidrográficas foi apresentado ao público, bem como a atual legislação e a Política Nacional de Recursos Hídricos. Também participaram o diretor do Ministério de Desenvolvimento Regional, Renato Saraiva, o presidente do Instituto Espinhaço, Luiz Cláudio Oliveira, e o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Itapemirim, Paulo Breda. “Junto com essa ação, agregada, está a educação. A gente vai passar isso para a sociedade, vamos plantar e a gente precisa cuidar”, disse Breda.

Também palestraram no evento o coordenador Estadual do Projeto Reflorestar, Marcos Franklin Sossai, o chefe da Divisão de Engenharia em Saúde Pública da FUNASA, Noel Carlos Fernandes Freire, e Márcio Menon, secretário de Meio Ambiente de Atílio Vivacqua e responsável pelo Projeto Águas de Nossa Comunidade.

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