“A mão do governo, a da sociedade civil e a da iniciativa privada, trabalhando juntas”. As palavras são do presidente do Instituto Espinhaço, Luiz Cláudio Oliveira, durante o lançamento do Programa Pró-Águas do Itapemirim. É dessa forma que o instituto pretende realizar a recuperação de 5 mil hectares de áreas degradadas nos municípios que fazem parte da Bacia do Rio Itapemirim, no sul do Espírito Santo. O programa foi lançado com a assinatura do Acordo de Cooperação para revitalização do rio, durante o seminário sobre o tema, realizado em Cachoeiro de Itapemirim.
Além do representante do Instituto Espinhaço, assinaram o acordo: o secretário estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Fabricio Machado; o secretário estadual de Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Paulo Foletto; a presidente do Instituto Pacto Pelas Águas Capixabas, Maria Helena Vargas; o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Itapemirim, Paulo Breda; o diretor de Revitalização de Bacias Hidrográficas do Ministério do Desenvolvimento Regional, Renato Saraiva Ferreira.
O Instituto Espinhaço atua na produção de tecnologia para recuperação florestal, distribuindo mudas e dando assistência técnica para a revitalização de áreas de mata. O índice de sobrevivência das plantas está entre 78% e 92%, em diferentes áreas do país. “As sementes são coletadas, desenvolvidas até se tornarem mudas, e devolvidas para a região de onde foram retiradas”, explicou Luiz Cláudio. Até hoje, mais de 5 milhões de mudas já foram produzidas pelo instituto e plantadas em 1.900 propriedades rurais. O Espinhaço é responsável também por projetos como: “Juntos pelo Araguaia”, em Goiás e Mato Grosso, “Pró-Águas Distrito Federal”, e o “Projeto Taquari”, em Mato Grosso do Sul.
No Espírito Santo, essa iniciativa é pioneira. Nos próximos dias será elaborado o projeto conceitual, que deve ser assinado junto ao Ministério do Desenvolvimento Regional e a Agência Estadual e Recursos Hídricos. Depois, será criado o projeto executivo e chegará a fase de captação de recursos, principalmente junto à entidades internacionais. E por fim, a definição das áreas prioritárias para recuperação e execução do programa. A proposta é realizar uma gestão integrada de território, com uma abordagem voltada para o desenvolvimento sustentável.
“A partir de agora é a gente envolver toda a sociedade, principalmente os produtores rurais, trazê-los para dentro do programa e criar uma sinergia para que a gente possa efetivamente fazer o programa acontecer”, afirma a presidente do Instituto Pacto Pelas Águas Capixabas, Maria Helena Vargas.