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Em 1945, após a explosão bomba atômica em Hirochima, a humanidade se viu em risco caso não houvesse controle sobre as ações do homem em relação à natureza

Por Basílio Machado

A sustentabilidade, ou seja, a capacidade da humanidade de se desenvolver preservando os recursos naturais para as futuras gerações é cada vez mais discutida e vem sendo adotada como filosofia de trabalho por muitas empresas, organismos governamentais e ONGs. Esse novo conceito de desenvolvimento faz frente aos problemas sociais e ambientais com os quais o mundo se depara, uma vez que a degradação provocada pela ação do homem ao longo dos séculos causou graves danos à natureza e à própria sociedade.

O uso do termo “sustentabilidade” tem uma história que remonta à década de 50 do século passado, a partir de dois fatos ocorridos no Japão: um deles foi a poluição causada pelo uso do mercúrio na baía de Nagata. O outro foi a explosão das bombas atômicas de Hirochina e Nagazaqui. Como consequências desses eventos, menos de dez anos depois milhares de pessoas morreram, outras ficaram doentes, e houve vários casos de deformidade fetal.

Na mesma época, foi lançado nos Estados Unidos por Rachel Carson um livro que relatou um fenômeno que vinha ocorrendo no país: naquele ano, na primavera, não nasceram flores em diversas cidades americanas. Em comum entre elas estava o uso de determinados inseticidas e pesticidas. Ao fenômeno deu-se o nome de “Primavera Silenciosa”, mesmo nome do livro de Carson.

Nos anos 60, o ambientalismo se tornou moda com o movimento hippie, que difundiu em massa a causa ambiental. Já na década de 70 estas questões começaram a surgir no cenário governamental com o “1972 Limits to Growth Report” e a Conferência de Estocolmo. Essas convenções trataram dos limites do crescimento da população mundial, da produção agrícola e da poluição e exaustão dos recursos naturais. Também houve um consenso de que a crise ambiental estava ligada ao crescimento de tecnologias que conduziam a uma má forma de produção e desenvolvimento.

Em 1987, a publicação do relatório Brundtland destacou o fato de que os padrões de consumo de recursos e degradação ambiental não poderiam continuar como estavam. Para reduzir o problema, a sociedade deveria agir como um todo. O relatório salientou o fato de que o desenvolvimento sustentável deveria ser empregado para garantir os recursos da terra e, assim, melhorar o bem-estar social e a qualidade de vida das gerações futuras. Foi o primeiro relatório a usar o termo “desenvolvimento sustentável”.

Em 1992, a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, no Rio de Janeiro (Eco 92), estabeleceu uma série de iniciativas para promover o desenvolvimento sustentável no mundo inteiro. O tema fundamental da conferência foi a conciliação do desenvolvimento econômico com a proteção ambiental, do qual, os resultados mais importantes foram a Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento e a Agenda 21.

Ao longo das últimas décadas tem havido uma série de esforços internacionais, como a Conferência de Kyoto, em 1997, que tratou da questão do aquecimento global; a de Johannesburgo, em 2002, que retomou o tema do desenvolvimento sustentável e a Rio + 20, em 2012, que avaliou os avanços e retrocessos no planeta nas duas últimas décadas. Esses esforços visam pressionar e ajudar as empresas e governos a alcançarem os ideais de sustentabilidade.

1972
– “The Limits to Growth” Relatório – Conferência de Estocolmo sobre o Ambiente Humano das Nações Unidas

 1979
– Convenção de Berna sobre Habitat Protection (Conselho da Europa)

– Convenção de Genebra sobre a Poluição Atmosférica

1980
– Estratégia Mundial de Conservação (IUCN)

– Relatório Global 2000 (E.U.A.)

1983
– Helsinki Protocolo sobre Qualidade do Ar (ONU)

– Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (ONU)

1987
– Protocolo de Montreal sobre Substâncias que destroem a Camada de Ozônio (ONU)

– Nosso Futuro Comum (Comissão Brundtland, em nome da ONU)

1990
– Livro Verde sobre o Ambiente Urbano (CE)

1992
– Rio Summit Agreements (Eco 92) – ONU

– Nossa Herança Comum (UK)

1994
– Agência Européia do Ambiente estabelecida (UE)

1997
– Conferência de Kyoto sobre o Aquecimento Global

2002

– Desenvolvimento Sustentável Johannesburg – ONU (AS)

2012

– Rio + 20 – (BR)

(OBS: Fazer a Linha do Tempo com os dados acima)