Viana

Viana

Depois de muito chão pela frente, muitas histórias registradas e mais de quinhentos quilômetros de belezas que pouca gente conhece, começa o último trecho da nossa viagem pela Rota Imperial. Deixando o município de Domingos Martins, descemos para o segundo braço final da estrada São Pedro de Alcântara: Viana, Cariacica e Vitória.

Na cidade de Viana, que fica às margens da BR-262, o peso de cidade da Grande Vitória por vezes parece ainda não ter chegado à sede. Gente conversando na rua, pouco trânsito, ar de tranquilidade. E ali na sede do município há locais que valem a visita. A estação ferroviária, que hoje funciona mais como um museu, é um local de destaque na cidade. Ela fica ao lado da BR-262, na margem mesmo, mas com a rapidez do trânsito na rodovia federal muitas vezes a estação passa despercebida na paisagem.

Estação ferroviária de Viana.

A estação é aberta a visitação e, mesmo não funcionando mais para ponto de chegada e partida para os passageiros, trens de carga ainda passam pelo local. Há também placas antigas, fotos e documentos importantes sobre a história da estação. Do outro lado da linha, casas com um estilão centenário ajudam a compor o cenário, que é como uma volta no tempo.

Também em Viana se destaca a igreja de Nossa Senhora da Conceição, um marco na arquitetura da cidade, que repousa em um morro sobre a sede. A igreja é tombada como patrimônio histórico e artístico do Estado e foi construída entre 1815 e 1817 pelos açorianos que chegaram ao local para colonizar a região. Um ponto curioso é que as duas torres da igreja são em formatos diferentes.

Também em Viana há um casarão que abriga a Galeria de Arte Casarão, um espaço de arte que recebe exposições e serve como centro de vivência. E no município ainda está de pé a Fazenda Âncora, onde Dom Pedro II teria se hospedado em viagem ao Espírito Santo.

Desafios

Henrique Casamata comenta sobre o potencial da cidade

Como cidade que praticamente divide a região metropolitana da região serrana do Estado, Viana vê na Rota Imperial uma chance de mostrar que a criatividade e a visão de futuro são a pedida da vez. “Não temos mais espaços só para chaminés no Estado. Com a rota, finalmente vamos ter que voltar para o nosso meio e viver do que nós produzimos. A Rota Imperial fez com que todos os municípios mostrassem a potencialidade que eles têm. Agora é explorar isso de forma sustentável”, resume o secretário de Desenvolvimento Sustentável Henrique Casamata.

Essa visão empreendedora incentivada pelo secretário foi o que fez o empresário José Olavo Macedo criar, há quatro anos, a cervejaria Else, na zona rural de Viana. A cervejaria foi a primeira a fabricar cerveja artesanal no Espírito Santo e já soma quatro tipos diferentes: pilsen, clássica, jacarandá e APA.

  • José Olavo
    José Olavo Macedo, criador da cerveja artesanal Else, de Viana
  • José Olavo
    Detalhe da produção da cerveja artesanal Else, de Viana
  • José Olavo
    Os rótulos produzidos em Viana
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Tudo começou em casa mesmo, fazendo cerveja na panela. Hoje viramos inspiração para outras marcas que surgiram depois”, conta José Olavo

“Tudo começou em casa mesmo, fazendo cerveja na panela. Hoje viramos inspiração para outras marcas que surgiram depois”, conta José Olavo, que aproveitou sua visão empreendedora para construir uma grande área de eventos junto à fábrica. Além disso, o consumidor pode provar a cerveja observando todo o processo de produção. “O desafio agora é lançar novos produtos”, planeja.

Serviços

  • Hotel Canaã - Tel.: (27) 3255-1402
  • Restaurante do Dalton - Tel: (27) 3336-8039
  • Restaurante Recanto dos Lagos - Tel: (27) 3344-5202
  • Restaurante Vista da Mata - Tel: (27) 3255-2585
  • Restaurante Quinta de Viana - Tel: (27) 3255-1434
  • Restaurante Garage da Geca - Tel: (27) 99977-3322
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