Leitura cedo é futuro certo

Hábito de ler desde criança desenvolve pensamento crítico e boa escrita

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Não é o que a maioria das crianças quer fazer, mas o hábito da leitura também é uma tarefa passada dos pais para os filhos. A ideia é que toda a bagagem cultural ajude o jovem no seu desempenho com interpretação e escrita pelo resto da vida.

Começar desde cedo a manter o hábito da leitura, em atividades interdisciplinares, por exemplo, faz a criança ter mais facilidade no desenvolvimento cognitivo e traz muitos reflexos até mesmo quando for se submeter a provas importantes , como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Biblioteca do Colégio Agostiniano é local onde a garotada bate ponto desde pequenos
Para a pedagoga do Centro Educacional Agostiniano, Sheila de Araújo, é importante que as crianças, desde pequenas, estejam familiarizadas com as bibliotecas. Por lá, a partir dos 2 anos de idade, os pequenos já cumprem uma agenda de leitura com atividades interdisciplinares periódicas. “Estes exercícios envolvem música, inglês, pintura, desenhos… A ideia é atraí-los para a leitura por meio destes outros artifícios. A criticidade deles aumenta muito, porque ganham um domínio razoável sobre vários assuntos com os quais têm contato durante a leitura”, avalia. “Se este trabalho for feito desde os 2 anos – com desenhos e iniciação à escrita e leitura -, aos 3, os alunos já têm uma capacidade muito grande, um domínio que chega até a nos impressionar”, esclarece Sheila, dizendo que, quando a criança cria esta habilidade, passa a ser protagonista das atividades que desenvolve. A pedagoga explica que, de forma contínua, todos estes louros serão colhidos pelo aluno e pela família até em provas complexas, como o Enem. É que, até lá, o jovem estará totalmente habituado à interpretação, à leitura e à argumentação. “O jovem terá a capacidade de debater e de refletir, tudo de um jeito mais tranquilo”, defende. “Quanto maior e mais amplo o contato de uma pessoa com textos e obras literárias de qualidade, mais possibilidades ela tem de compreender a si mesma e a sociedade”, completa a professora da Ufes Maria Amélia Dalvi.

Bibliotecária tem o papel de guiar e inspirar as crianças em suas escolhas

Segundo pedagoga Sheila de Araújo, também é importante que a criança tenha uma figura na qual possa se espelhar. Na escola, esta pessoa pode ser a bibliotecária, que será a responsável por fazer a ponte entre o aluno e os livros, indicando quais obras podem ser mais adequadas, seguindo o perfil da criança. “Um trabalho personalizado”, define.

A presença da bibliotecária ou da professora também é ressaltada pela pedagoga do Colégio Evolução, Márcia Azevedo. No desafio de manter a atenção dos jovens a esse tipo de conteúdo, já que todos são aficionados à tecnologia, elas são primordiais. “Se você escolhe um tema adequado e uma história que entretenha, não tem erro, você prende a atenção da criança”, garante ela, afirmando que, no primeiro contato, também é importante que o material seja esteticamente agradável. “Se as gravuras forem grandes, se os desenhos forem definidos, ela vai gostar”, defende.

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