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SKIN FOOD: COMIDA NA PELE

Nova tendência promete pele mais bonita com o uso de alimentos, tanto para aplicá-los no rosto quanto para adotá-los como cosméticos extremamente naturais

ANA LUÍZA DIAS [email protected]

Em busca da pele perfeita fazemos tratamentos dos mais variados, com lasers, preenchimentos, massagens, uso de ácidos, luzes de LED e até nos submetemos a cirurgias. Porém, uma nova tendência sugere outra maneira de deixar a cútis bonita, levando em consideração o que a natureza nos oferece: o alimento. Trata-se do skin food, que tem como premissa básica a pergunta: “eu poderia comer isso?”. E se a resposta for não, então é porque aquele produto pode não ser tão bem absorvido pela pele. A modelo e atriz Yasmin Bruneté uma das adeptas da tendência e ensina, em seu canal de vídeos no YouTube, diferentes receitas com os mais variados tipos de frutas e legumes, que podem ser feitas em casa e passadas diretamente na pele.

A modelo e atriz Yasmin Brunet é adepta da tendência e ensina receitas de skin food em seu canal no YouTube. Na foto, ela passa musse de chocolate vegano de abacate, banana, cacau em pó e melado – no rosto da mãe, a modelo Luiza Brunet

A ideia do skin food é ser um exatamente um “alimento para a pele”,mas também é permitido o uso de cosméticos, desde que seus compostos sejam o mais natural possível. “A ideia é formular produtos com ingredientes naturais, dentro de uma proposta simples e saudável. Nos poucos existentes no mercado são muito utilizadas as frutas, o mel, o açúcar e outros itens comestíveis”, explica a dermatologista Patricia Friço.

Patricia esclarece, no entanto, que esses tratamentos são mais preventivos, para evitar os problemas futuros que podem aparecer na pele. São usados como esfoliantes ou para amenizar manchas e sinais da idade. “Acredito que se utilizarmos essa ideia com frequência e desde jovens, poderíamos não precisar tanto de outros tratamentos”, complementa a médica.

A dermatologista Maluy Junjer explica que os alimentos também podem ser usados em tratamentos para os cabelos, mas alerta que ainda não são comumente utilizados como protagonistas em tratamentos de patologias. “Só um alerta: mesmo feitos a partir de alimentos e produtos naturais, eles podem provocar reações e alergias, então é importante consultar um médico especializado antes de iniciar qualquer tratamento”, indica ela.

A nutricionista Stela Reginato explica que os skin foods industrializados já existem no mercado desde 2013, mas por conta do aumento no número de adeptos ao estilo de vida vegano e vegetariano, é que eles começaram a ser mais procurados. “Eles oferecem compostos que melhoram a viscosidade, elasticidade e hidratação da pele,principalmente a vitamina C, que possui ação antioxidante diminuindo rugas e também sintetizando o colágeno que proporciona a firmeza da pele dando uma aparência mais jovem”, acrescenta a nutricionista.
E eles também podem ser manipulados, segundo a farmacêutica Ana Paula Couto. “É possível, sim, adicionar ativos orgânicos, o que também é importante para os alérgicos, já que é difícil eles causarem alergia”.

Pastas gaseiras

A estudante de publicidade Giulia Vieira, apesar de fazer acompanhamento

Jaqueline aderiu à tendência por achar os tratamentos menos agressivos e mais baratos

médico com um dermatologista, incrementou, na sua rotina de cuidados diários, pastas de alimentos para a pele. E conta que além de dar um bom resultado, eles funcionam como alternativas práticas e baratas aos cosméticos convencionais. “Os produtos industrializados muitas vezes têm como base de produção os mesmos nutrientes que podemos encontrar nos naturais, mas os naturais são muito mais acessíveis e o tratamento já vem ‘direto da fonte’, então a pele absorve melhor o que a natureza já nos oferece”, arremata Giulia.
Ela já fez uso de máscaras com café, esfoliantes de açúcar para a pele e boca, e também óleo de rícino laxante natural usado para crescimento e fortalecimento dos cabelos. “Gosto muito do resultado, acho que sempre dá um aspecto de brilho na pele e no cabelo. Acho que eles não ficam em segundo lugar quando comparados aos produtos considerados comuns”, conclui.
Os cosméticos naturais também podem ser usados para quem quer apenas manter a pele saudável e hidratada. A estudante de Arquitetura Jaqueline Damasceno é adepta do estilo e procurou investir na tendência por achá-los menos agressivos. “Além de ser mais barato, eles não agridem tanto a pele como os ácidos indicados para espinhas e manchas, por exemplo”, conta a universitária. Jaqueline também aprovou os resultados, mas ressalta que sempre aliou seus cuidados com uma boa rotina de alimentação, exercícios e consultas com sua dermatologista

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