Um show para ficar na história!

Dinho Ouro Preto, vocalista do Capital Inicial, promove tributo ao rock brasileiro no Prêmio Gazeta Empresarial de Cachoeiro

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Fernando de batismo, mas apenas Dinho para o mundo. Foi esbanjando simpatia e com uma performance de arrepiar, que o vocalista da banda Capital Inicial, Dinho Ouro Preto se apresentou no 17º Prêmio Gazeta Empresarial realizado em Cachoeiro de Itapemirim.

Tocando antigos e novos sucessos, Dinho realizou um verdadeiro tributo ao rock brasileiro, com canções que vão dos anos 70 ao século XXI. Rita, Raul, Paralamas, Charlie Brown, Raimundos, Legião, Rappa e, é claro, várias do Capital.

Dinho não só cantou como encantou a todos. Antes do show, ele bateu um papo com a jornalista Raquel Marques e falou sobre a emoção de cantar na terra do Rei Roberto Carlos e também dos planos dele para o futuro. Confira a entrevista abaixo.

Dinho Ouro Preto no palco do Prêmio Gazeta Empresarial 2018
Foto: Wallace Hull

Considerado um dos grandes vocalistas de rock do Brasil a música entrou na sua vida aos 12 anos de idade.  Qual o sentimento de trazer o rock para o território do rei Roberto Carlos?   

Dinho Ouro Preto: “Nós já tocamos inúmeras vezes na cidade e sempre fomos bem recebidos. Quanto ao Roberto Carlos, na minha opinião, ele é um dos precursores do rock brasileiro. Ele, o Erasmo e a Wanderléia foram alguns dos artistas a primeiro fazer rock no nosso país. Ele é percebido assim pela maioria dos meus companheiros. Tanto é que várias bandas já gravaram canções dele, como os Titãs e o Skank. Mas, dito tudo isso, sim, tocar na cidade é sempre uma responsabilidade. Mas acredito que estamos à altura desse desafio”.  

Você tem um repertório que varia da crítica social até o romantismo. Para você a música é a melhor forma de expressar os sentimentos e também de sonhar com um mundo melhor?

Dinho Ouro Preto: “Sim. A minha geração em particular passou a adolescência durante o final do regime militar. Nós fomos os primeiros a poder falar livremente no país e aproveitamos essa oportunidade. Crescemos em Brasília, num contexto bastante politizado, e acreditávamos que nossa música poderia contribuir para mudar o Brasil. Passados tantos anos vários problemas continuam inalterados, mas o rock e a música em geral continua sendo um veículo para amplificar desejos de mudança, sonhos de dias melhores, e muitas vezes, frustrações”. 

 Quais os planos do Dinho e também do Capital para esse ano? Alguma novidade?

Dinho Ouro Preto: O Capital está lançando disco novo e turnê nova. Ambos se chamam “Sonora”. O disco tem onze canções novas e será lançado gradualmente em todas as plataformas digitais até novembro, quando sairá o disco físico.  O show, por sua vez, além de músicas novas, inclui algumas músicas que tinham ficado para trás, por algum mistério. Então, resumindo, tocamos todos os nossos “clássicos” somados a canções que não tocávamos há anos, e mais algumas versões de bandas que gostamos, tanto brasileiras quanto gringas”.

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